← Voltar

Versão: 1.0 · Vigência: 12/08/2026

Política de Uso de Inteligência Artificial — NRPSI

Esta política descreve como o NRPSI usa inteligência artificial, o que a IA faz, o que ela não faz e quem decide. Complementa a Política de Privacidade e os Termos de Uso.

1. Onde há IA no produto

Em dois lugares, ambos dentro do plano de ação e ambos depois de o laudo já estar aprovado por um psicólogo com CRP ativo:

  • Plano sugerido por IA — a partir do resultado agregado da campanha, propõe itens de plano de ação em três níveis (estratégico, tático e operacional).
  • Detalhar em passos — a pedido explícito da empresa, quebra uma ação já adotada em passos de execução com responsável e prazo sugeridos.

Nenhum outro ponto do produto usa IA. A pontuação do instrumento, as zonas de risco, a amostragem, o relatório AEP-FRPRT e o parecer do psicólogo são cálculo e trabalho humano.

2. O que a IA não faz

  • Não avalia pessoas. Nunca vê uma resposta individual — recebe apenas médias já agregadas de toda a campanha.
  • Não faz diagnóstico, nem individual nem coletivo.
  • Não participa do laudo. O agente só é acionado depois da aprovação do psicólogo. Não escreve, não revisa e não altera o parecer técnico, que é do profissional e responsabilidade dele.
  • Não decide nada. Toda sugestão nasce como sugestão e só vira ação se uma pessoa da empresa aceitar.
  • Não pontua, não classifica e não ordena pessoas ou setores.

3. Quem decide

Uma pessoa, sempre, e com registro. O fluxo é este, e não há caminho alternativo no sistema:

  1. O psicólogo aprova o laudo.
  2. O agente gera sugestões, numa tela separada, rotuladas como sugestão de IA.
  3. Alguém da empresa aceita, edita ou rejeita cada uma, individualmente.
  4. Só o que foi aceito pode virar ação — e a ação continua marcada como originada de sugestão de IA, inclusive no relatório impresso e na planilha exportada.

Cada decisão é gravada na trilha de auditoria da empresa, com nome de quem decidiu, o que decidiu e a data.

Sobre o artigo 20 da LGPD. A lei garante revisão de decisões tomadas unicamente por tratamento automatizado. Aqui esse direito não chega a ser acionado, porque não existe decisão automatizada: a IA produz texto que uma pessoa lê e decide adotar ou não. Ainda assim, pedidos de esclarecimento podem ser encaminhados ao Encarregado de Dados.

4. Que dados são enviados ao modelo

Somente estes: nome da empresa e da campanha; percentuais agregados (índice geral, por domínio e por pergunta); número de respondentes; textos e medidas de controle do próprio instrumento; e o perfil cadastral da empresa (segmento, número de funcionários, grau de risco NR-4, estrutura interna de SST/RH, capacidade de investimento e regime de trabalho).

Nunca são enviados: respostas individuais; nome, e-mail, CPF ou matrícula; endereço IP ou identificador de dispositivo; setor, turno ou tempo de casa declarados pelo respondente; nem o parecer, o nome ou o CRP do psicólogo.

Isto não é promessa de configuração, é consequência do desenho do banco: a tabela de respostas não possui colunas de identificação — não há nome, e-mail, IP nem identificador de sessão para enviar, nem para nós, nem para ninguém. E recortes por setor, turno e tempo de casa só existem em visões que exigem no mínimo 3 respondentes.

5. Fornecedor e tratamento

O modelo de linguagem é operado pela Anthropic (API Claude), que atua como suboperador, sob as obrigações contratuais do nosso Anexo de Proteção de Dados. Os dados enviados não são usados para treinar modelos. O identificador do modelo usado fica gravado junto de cada sugestão, para ser possível responder anos depois qual versão produziu determinado texto.

6. Limitações que assumimos

Modelos de linguagem erram: podem propor ações inaplicáveis à realidade da empresa, repetir vieses, afirmar com segurança algo errado ou sugerir medidas que não se sustentam na operação. É por isso que a revisão humana é obrigatória e registrada, e não uma recomendação. Se uma sugestão parecer inadequada, o caminho é rejeitá-la — e avisar o suporte, para ajustarmos as instruções do agente.

7. Contato

Dúvidas, pedidos de esclarecimento ou reclamações sobre o uso de IA: Encarregado de Dados (DPO) — privacidade@nrpsi.com.br.

8. Alterações

Esta política é versionada. Mudanças materiais no uso de IA — novo recurso, novo tipo de dado enviado, troca de fornecedor — geram versão nova, com data de vigência atualizada e comunicação às empresas clientes.